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A empresa júnior é constituída e gerida exclusivamente por alunos de estabelecimentos de ensino superior. Presta serviços e desenvolve projetos para empresas e entidades, sob a orientação de professores e profissionais especializados.
O conceito nasceu na França, com o MEJ (Movimento Empresa Júnior), em 1967, e se difundiu rapidamente no meio acadêmico do país, resultando na criação da Confederação Nacional das Empresas Juniores em 1969. Na década de 80, o modelo francês começou a se espalhar. No Brasil, uma das primeiras empresas júnior foi fundada em São Paulo em 1989, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Na seqüência, surgiram empresas na Fundação Getúlio Vargas e na Universidade Federal da Bahia. O movimento brasileiro expandiu-se tanto que, entre 1988 e 1995, surgiram cem empresas, número que a França só atingiu em 19 anos.
Em 2003, foi formalizada a Confederação Brasileira de Empresas Juniores - a Brasil Júnior. Atualmente ela é formada por nove federações espalhadas pelo país. “Ainda temos dificuldades em sermos reconhecidos. Algumas empresas ainda têm certo receio de contratar os serviços de uma empresa júnior. A confederação quer acabar com esse preconceito, que é gerado pela falta de informação”, disse o diretor presidente da Brasil Júnior, Lucas Santos Sales.
Números
Mais de 50% das empresas juniores são nas áreas de humanas, com destaque para os cursos de administração, economia e contabilidade. Quase 30% são da área de exatas (principalmente engenharia); 10% são de biológicas e outros 10% são multidisciplinares.
Cerca de 60% das empresas juniores são provenientes de universidades públicas. Aproximadamente 90% delas são fruto da iniciativa dos próprios alunos.
Segundo estimativas da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, existem mais de 600 negócios desse tipo no país, mapeados em mais de 200 instituições.
Fonte: Abril.com (André Zara) - www.abril.com.br/noticias/educacao/empresa-junior-411387.shtml |