FEJESP - Movimento Empresa Júnior

Banner
'Filhas da Unicamp' já espalham frutos em todo o país e no Exterior PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 2
PiorMelhor 
Sex, 26 de Setembro de 2008 16:00
O engenheiro eletricista Luciano Maia Lemos identificou 47 spin-offs – empresas criadas por egressos da Unicamp (alunos, professores, funcionários) – que geraram 3.265 empregos diretos e faturaram entre R$ 471 milhões e R$ 837 milhões no ano passado. O faturamento líquido conjunto destas empresas praticamente dobrou de 2005 a 2007. A identificação se deu a partir de um cadastro da Inova – Agência de Inovação da Unicamp contendo 150 spin-offs. Dentre as 47 que responderam ao questionário, 20 foram visitadas e tiveram sua estrutura detalhada pelo autor para fundamentar sua pesquisa de mestrado.

"As chamadas 'Filhas da Unicamp' eram ainda pouco conhecidas. Este é o primeiro estudo mais apro¬fundado sobre suas características e o papel exercido pela Universidade para a criação e o desenvolvimento delas", afirma Luciano Lemos, que foi orientado pelo professor Sergio Luiz Monteiro Salles Filho, do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências.

O estudo mostrou que as spin-offs da Unicamp estão concentradas em nove setores de atividades: tecnologia da informação e comunicação (quase 50%), eletrônica, máquinas e equipamentos, alimentos, biotecnologia, consultoria em gestão, consultoria em engenharia, química e ensino. "São setores que exigem intensa utilização de conhecimento e tecnologia, com produtos de valor agregado. Não são empresas simples. Perto de 85% realizam pesquisa e desenvolvimento", informa o engenheiro.

Segundo Lemos, dos 3.265 empregados registrados, terceirizados, bolsistas e estagiários, 55% possuem nível superior, estando assim distribuídos: graduados, 48%; mestres, 6%; doutores, 1,3%; e pós-doutores, 0,2%. Os outros 45% dos colaboradores têm o nível médio. Um terço dos empregados graduados é de formados na Unicamp. Com relação aos fundadores, aproximadamente 67% são pós-graduados. "Um aspecto interessante é que a metade dos fundadores iniciou o empreendimento ainda na graduação ou recém-formado, buscando depois a especialização e a pós-graduação".

O levantamento aponta que 34% das empresas empregam entre zero e 9 funcionários; 21%, entre 10 e 19; 26%, entre 20 e 99; e 17%, entre 100 e 499. "A PST Electronics [fundada por jovens estudantes da Unicamp em 1988 e que se tornou uma das maiores fabricantes do mundo de sistemas eletrônicos para veículos] conta hoje com cerca de mil colaboradores. Temos um conjunto de empresas que oferece uma contribuição importante para a economia, sobretudo local, e que requer mão-de-obra de alta qualificação".

O autor da pesquisa diz que as empresas maiores e que respondem pelo grosso do faturamento são as mais antigas, mas observa que as spin-offs menores apresentam um crescimento acelerado, como no caso das recém-graduadas pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp). "Duas destas empresas quadruplicaram o faturamento entre 2005 e 2007, e outras cinco cresceram mais de duas vezes no mesmo período".

De acordo com a amostra, 55% das empresas exportaram seus produtos ou serviços nos últimos três anos, em todos os setores (exceto o de consultoria em engenharia), indicando potencial para competir no mercado globalizado. "Entretanto, as receitas provenientes da exportação ainda são baixas, representando, para a metade das empresas, menos de 5% do seu faturamento".


Perto da mãe

O levantamento de Luciano Lemos mostra uma grande concentração geográfica das empresas. Juntando matrizes e filiais, as 47 spin-offs estão presentes em 22 municípios de nove Estados e sete também têm representações no exterior. Contudo, 77% das matrizes se encontram em Campinas, porcentagem que alcança 98% para o Estado de São Paulo.

Um detalhe é que 41 empresas (87%) possuem ao menos uma unidade na Região Metropolitana de Campinas. Deste grupo, 26 empresas (63%) apontaram a proximidade da Unicamp como premissa para a escolha da localização. "Um dos fatores importantes é a formação de recursos humanos, mesmo porque muitos sócios e colaboradores são formados aqui. Outro fator é a possibilidade de realizar P&D em colaboração com a Universidade".

O pesquisador observou que muitos empresários vêem a Unicamp também como catalisadora de relações entre vários atores do processo de inovação, formando uma rede de relacionamentos (networking) fundamental para a geração de negócios. "Um exemplo é a promoção pela Universidade de eventos reunindo empresários, representantes de governo, professores, alunos. A Unicamp, ao associar seu nome a desenvolvimento tecnológico, propicia o contato entre empresas e investidores".

Luciano Lemos levantou e ordenou as formas de apoio mais buscadas na Unicamp: treinamento e capacitação dos empregados (57% da amostra), obtenção de informações para P&D (55%), obtenção de recursos financeiros para P&D (30%), investimento em P&D em colaboração (23%), contratação de empresas juniores (11%), obtenção de aportes de capital (6%) e obtenção de direitos de propriedade intelectual (6%).

A formação profissional dos quadros, na opinião do autor, é uma das principais colaborações que a Unicamp oferece às spin-offs, mas ele também destaca a influência da promoção de eventos e da atuação em empresas juniores na decisão dos alunos de se tornarem empresários. "Aproximadamente 26% das 'filhas da Unicamp' possuem fundadores que participaram das juniores".

Relacionamento
Contudo, o autor da dissertação apurou que o relacionamento da Unicamp com suas "filhas", na maioria dos casos, ocorre de maneira informal: 91,5% das spin-offs mantêm relação com a Universidade, mas pouco mais de 30% já formalizaram contratos ou convênios. Para 61% delas, a relação se baseia no contato pessoal e na liberdade de circulação pelos órgãos e unidades, enquanto que 8% podem ser consideradas "filhas desgarradas", sem qualquer vínculo com a Instituição.

Para Lemos, o modo e a importância do relacionamento com a Unicamp variam conforme as características das spin-offs, tais como estágio de desenvolvimento, setor de atuação, forma de concepção e tempo de graduação dos fundadores. "As empresas mais jovens e cujos fundadores se graduaram há menos tempo, bem como empresas geradas em incubadoras, mostram maior interação com a Universidade. Isto sugere que estes laços são mais importantes para empresas em estágio inicial de desenvolvimento".

Fonte: www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/setembro2008/ju410pdf/Pag03.pdf

 

Parcerias de Sucesso

El-Kouba


Interligando

Home Notícias Fejesp na Mídia 'Filhas da Unicamp' já espalham frutos em todo o país e no Exterior

Empreendedorismo

sge01.jpg

Apoiadores

gmc.jpg