| Consultorias júnior: maior dificuldade é gerir o negócio |
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| Qua, 06 de Junho de 2007 01:20 |
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A procura por uma consultoria para empresas de menor porte, entretanto, esbarra na questão do valor cobrado, que quase sempre não é compatível com o padrão financeiro deste segmento. Uma solução mais viável é buscar ajuda em consultorias juniores formadas por estudantes universitários de cursos como administração, economia, comércio exterior e ciências contábeis, que costumam cobrar até sete vezes menos que o mercado pelo serviço. Porém, o grande desafio para as empresas juniores é vencer o preconceito e provar que se trata de um trabalho profissional. "É um pessoal jovem que tem muita vontade, que quer aprender", descreve o aluno do terceiro ano de Comércio Exterior André Tarifa de Oliveira, de 21 anos, presidente da Empresa Júnior Mackenzie, uma das mais antigas do Estado. As empresas juniores são geridas pelos próprios alunos e recebem supervisão de professores. "Nós damos orientação nas várias fases do processo. Mas isso não significa que eles sejam tutelados; são sim orientados e têm autonomia total", esclarece o diretor do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da Universidade Mackenzie, Reynaldo Marcondes. Além do profissionalismo com o qual encaram o trabalho, os jovens trazem um espírito que se acaba destacando na condução dos projetos de consultoria. "Os empresários sofrem de problemas que podem ser resolvidos de uma maneira inovadora", enfatiza o presidente da Empresa Júnior da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Caio Zenatti, de 20 anos, aluno do terceiro semestre de Administração de Empresas. A consultoria da FGV, criada em 1988, foi pioneira entre as universidades da América Latina. Gestão Eficiente A principal dificuldade exposta pelos pequenos e médios empresários aos consultores juniores é de como gerir o negócio de modo eficiente. "Os empreendedores são formados por pessoas com grande conhecimento na área de atuação, mas não em administração", destaca Zenatti. A pesquisa do Sebrae faz parte de um programa permanente de estudo sobre a mortalidade de empresas. Segundo o consultor da entidade Marco Aurélio Bedê, o resultado da enquete deve ser analisado tendo como perspectiva o ponto de vista do empresário que sofre dificuldades na gestão do negócio, ou seja, quando a empresa está "doente". "O paciente se diagnostica dessa forma." Voltando à metáfora médica, Bedê considera as consultorias juniores importantes, mas elas deveriam ser consideradas como um remédio mais imediato. "Podem evitar o fechamento da empresa de uma forma imediatista, mas não garantem a sobrevivência da empresa a longo prazo", afirma o consultor do Sebrae. "O ideal seria que ele pudesse fazer capacitação para ser um melhor gestor", aconselha. Um dos papéis da consultoria é o de auxiliar o empresário a traçar uma estratégia de negócios para o empreendimento. "O empresário já sabe o que faz, mas ele não tem muito claro qual seria o melhor tipo de organização para explorar o mercado", avalia o professor da Universidade São Judas Gilberto Bacarim, que dá suporte aos alunos do Laboratório Empresa da instituição. "O caso não é apenas de fazer um folheto promocional. Antes disso, conversar sobre o próprio negócio, sobre o estágio em que ele está hoje e o que pretende para o futuro." O presidente da PUC Júnior Consultoria, Rodrigo Simões de Barros, de 21 anos, estudante do terceiro ano de Economia, diz que as principais queixas são de problemas financeiros, como dificuldades em ajustar o fluxo de caixa, e na arquitetura organizacional. Nesse último caso, a empresa recebe orientação, por exemplo, de como selecionar corretamente o funcionário, evitando transtornos futuros. "Assim não tem mais custo com demissões, pois ele fez as contratações certas." Fonte: Administradores.com.br |