| Mercado exigirá mais ética de profissionais e empresas |
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| Sáb, 02 de Maio de 2009 17:18 |
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Só para elucidar um desses dilemas morais, o mercado aceitou negociar títulos hipotecários transformados em derivativos, que aumentou de forma artificial o balanço de grandes empresas e, consequentemente, os rendimentos e os bônus de altos executivos. Em outros casos, executivos das funções financeiras e do mercado de capitais fizeram desastradas apostas em operações com derivativos – incluindo mercados de moedas –, o que resultou em prejuízos para os acionistas e para as próprias empresas. Esses aspectos morais da crise levam a uma série de questionamentos. Será que executivos, principalmente de áreas financeiras, não têm preparo suficiente para lidar com riscos? Ou será que foram movidos pela ganância e pelo descaso com o dinheiro dos investidores? Como as perguntas, as respostas também podem ser várias. Certamente, alguns executivos devem ter cometido barbeiragens, contaminados pelo clima de euforia e entorpecimento provocado pela forte expansão da economia mundial dos últimos anos. Em outros casos, certamente não agiram sozinhos e tiveram o aval da alta direção. Independentemente de qualquer julgamento, esses fatos levam a duas constatações. Primeiramente, cada vez mais, as empresas precisam de executivos de excelente capacitação, com profundo conhecimento de negócios e mercados, capacidade para produzir análises precisas de curto, médio e longo prazo e com radar em sintonia fina voltado para as complexas, sofisticadas e, por isso mesmo, perigosas engrenagens do mundo financeiro e do mercado de capitais. As empresas, inclusive as brasileiras, têm excelentes profissionais, preparados para enfrentar diversos cenários. Além disso, eles dispõem de tecnologia, avançadas técnicas de avaliação de riscos e farta informação. O que falta, e isso vem sendo colocado por economistas famosos, é mais ética por parte de executivos e de empresas. A segunda conclusão é que as empresas precisam aprimorar ainda mais seus mecanismos de controle interno para evitar que a autonomia concedida a seus executivos não seja passaporte para aumentar os riscos ou encobrir desvios éticos. Mais do que nunca, as empresas devem ampliar o conceito das boas práticas de governança corporativa para reduzir a possibilidade de fraudes e abusos e a volúpia do risco sem limites. Só assim sinalizarão para a sociedade que são empresas confiáveis.
Fonte: http://newsletter.cbss.com.br/2009/04/artigo_etica.htm?utm_source=042009_NewsProspects&utm_medium=email&utm_campaign=Artigo+-+Ética
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