| Imagem é tudo? Quase... |
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| Qua, 25 de Março de 2009 11:33 |
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Mas por que é tão levada a sério a forma de se vestir dentro das empresas? Isso é realmente tão importante? Sim! E existe explicação para isso. Para a consultora de imagem pessoal Sabina Donadelli, o cuidado de uma pessoa com a vestimenta demonstra também cuidado com a empresa e com os colegas de trabalho. “A forma como a pessoa se veste e, especialmente, como ela se comporta são absolutamente decisivas para seu desenvolvimento profissional. Uma pessoa que se veste mal passa a impressão de que aquele lugar, aquele trabalho, aquelas pessoas não são importantes e isso fica registrado no inconsciente de quem convive com ela e dificilmente essa pessoa fará sucesso ou terá oportunidades, promoções”, explica. Segundo a Psicologia, como o ser humano vive em sociedade, ele compartilha valores e costumes com os outros. A imagem é uma forma que uma pessoa tem de demonstrar que ela está adaptada a essa sociedade, que ela também compartilha desses valores e costumes e que merece ser aceita. “Como diria Darwin, os mais adaptados sobrevivem e num contexto de seleção, por exemplo de emprego, o que precisamos é mostrar nossa capacidade adaptativa, é demonstrar que podemos nos enquadrar no perfil da empresa”, explica a psicóloga Josiane Felipin. Para se ter uma idéia de como a questão é importante, muitas decisões são tomadas, inconscientemente, por conta da imagem. “Conduzi, com outros psicólogos, um processo seletivo em uma empresa em que a secretária de um gestor estava em processo de desligamento e uma nova deveria ser escolhida. Um perfil de vaga foi apresentado e selecionamos algumas candidatas que se enquadravam perfeitamente, porém, sem motivo aparente, o gestor simplesmente não gostava de nenhuma. Só tivemos êxito quando escolhemos uma candidata muito parecida fisicamente com a que estava se desligando da empresa. Sem saber porque, ele se identificou muito com ela”, conta Josiane. Escolhas Muitas pessoas, no entanto, ficam perdidas na hora de escolher o que comprar e o que vestir. Segundo a psicóloga, é importante que a pessoa não leve em conta somente as tendências, mas a personalidade também. “Se a pessoa fizer suas escolhas balizada somente pela imagem, somente pela moda, ela corre o risco de se escravizar. O interessante é que haja uma coerência na nossa relação com o meio e na forma como a gente se apresenta, ou seja, se adaptar à sociedade sem perder a identidade”. É exatamente esse o trabalho desenvolvido pela consultora de moda Sabina Donadelli. A partir de encontros, ela auxilia o cliente a desenvolver um estilo que tenha a ver com sua personalidade, mas que também atenda à imagem que a empresa espera dele. “Por incrível que pareça, tem pessoas me procuram para parecer mais velhas e não para parecerem mais novas”, conta. Mas todo esse trabalho serve para que uma pessoa possa causar a tão famosa “primeira boa impressão”. Porém, como alerta a psicóloga Josiane Felipin, há casos em que só a primeira boa impressão não basta. “A maneira como a gente se apresenta é um recurso, desde que reflita verdadeiramente quem você é. Então você pode manipular, ir todo bonitinho, arrumado, e não ser adaptado, coerente e organizado. Da mesma maneira que você pode sê-lo e não refletir isso por meio da roupa”, afirma. Por isso, muitas empresas contratam psicólogos para processos seletivos, afinal, esses profissionais conseguem ir além da aparência, e analisam o lado subjetivo, ou seja, conseguem, por meio do comportamento durante dinâmicas e entrevistas, validar se a imagem passada tem relação com o perfil real do candidato. “Às vezes, o candidato se apresenta todo inadequado, mas ele tem todo o perfil da empresa e vale à pena investir na pessoa, então damos dicas do que é preciso melhorar para outras etapas da seleção”, complementa a psicóloga.
Fonte: http://newsletter.cbss.com.br/2009/02/imagem_pessoal.htm?utm_source=022009_NewsProspects&utm_medium=email&utm_campaign=Matéria+-+Imagem+Pessoal
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